O Afrobapho é um coletivo baiano que atua na intersecção entre arte, cultura, educação e ativismo, com foco na valorização e no protagonismo de pessoas negras, LGBTQIA+ e periféricas.
Fundado em Salvador (BA), o grupo ficou conhecido por sua abordagem estética, política e educativa que questiona normas sociais, combate o racismo, a LGBTfobia e promove a diversidade e a inclusão nos espaços públicos.
Surgiu em novembro de 2015, como uma plataforma de ação coletiva que produz narrativas criativas para falar sobre questões sociais e direitos humanos.
Através da dança, música, produções audiovisuais e performances artísticas, aborda numa perspectiva antirracista, questões de estética, dissidências de sexualidade e gênero, que confrontam o padrão heteronormativo da sociedade.
Em 2016, com o impacto de suas produções que misturam arte com ativismo, o Afrobapho firmou uma parceria com a Anistia Internacional Brasil, atuando em projetos como a Campanha “Jovem Negro Vivo” (que reunia jovens negros representantes de várias áreas periféricas do Brasil, para discutir sobre direitos humanos e ações para potencializar vidas negras) e na construção do material didático em diretos humanos “Quilombox” (caixa que reuniu curadoria de materiais educativos em direitos humanos para criação de oficinas criativas autônomas por todo o país).
Ainda em 2016, o Coletivo Afrobapho criou um selo de produção cultural, com o objetivo de realizar festas voltadas para a população negra e LGBTIA+ de Salvador, a fim de estabelecer espaços seguros e justos de lazer para o público alvo, além de visibilizar as produções artísticas de corpos negros dissidentes de gênero e sexualidade, que não tinham oportunidade de mostrarem seus trabalhos na cena soteropolitana.
Em 2017, as produções audiovisuais do Afrobapho viralizaram nas redes sociais, tornando o coletivo cada vez mais conhecido. A partir daí, essas narrativas começaram a ocupar várias mídias de comunicação, de revistas, jornais e programas de televisão.
Em 2019, estampou uma matéria especial da Vogue Internacional, como uma das dez mais importantes iniciativas que continuavam o legado de luta pelos direitos LGBTIA+, após 50 anos da Revolta de StoneWall.
Em 2021 realizou o projeto AFROBAPHOLAB, com patrocínio de Natura Musical e Governo do Estado, através do FAZCULTURA. No primeiro semestre de 2022, realizou o Festival Afrobapho, com fomento oriundo do Edital Setorial de Culturas Identitárias. E a partir daí, passou a realizar inúmeros projetos com fomento de editais culturais, levando arte, cultura e atividades formativas gratuitas para a juventude negra, LGBTQIA+ e periférica de Salvador-BA.
Em 10 anos de trajetória, o Coletivo Afrobapho é uma das grandes referências de ARTvismo no Brasil e internacionalmente, se tornando uma importante plataforma de criatividade e inclusão social, que utiliza as artes como um ferramenta de transformação social.